O Presidente do Club Sport Marítimo Carlos Pereira foi o convidado, de Élvio Faria, para o programa radiofónico “Marítimo na TSF” onde falou sobre as dificuldades vividas numa temporada marcada pelo Covid-19 e por adaptações.

«Este foi um ano em que o futebol não teve planeamento, desde a formação até à alta competição. Fazer planeamento em tempo de covid é difícil e podemos ver que aqueles que mais tempo tiveram para fazerem planeamento, também foram os que mais erraram. Nesta temporada passamos por uma fase em que as derrotas tiraram alguma estabilidade emocional aos jogadores, mas conseguimos dar a volta por cima», disse.

Numa época em que os verde-rubros começaram com Lito Vidigal e posteriormente com Milton Mendes, o Presidente explicou as razões que levaram à contratação de Julio Velázquez para a reta final da Liga, acabando por garantir que o técnico espanhol vai continuar.

«Precisávamos de alguém que desse um abanão forte à equipa, que tivesse pulso, rigor e exigência. Foi exatamente isso que o Julio Velázquez trouxe e que vai continuar a dar na próxima época. Ele e sua equipa técnica já estão a preparar a próxima temporada desportiva», referiu.

O Presidente relembrou ainda que o CS Marítimo vai marcar presença no mais alto patamar do futebol português pela 42.ª vez e que isso demonstra o trabalho bem feito ao longo dos anos.

«Nunca senti que a nossa instituição estivesse à beira do abismo. Podíamos estar menos bem, mas eu sempre disse à equipa que iríamos conseguir atingir os nossos objetivos, com mais ou menos sofrimento. Alcançamos agora para a 42.ª presença na 1.ª Liga e desde 1984/85 que estamos neste patamar máximo de forma consecutiva e é por isso que são muitos mais aqueles que felicitam o trabalho desenvolvido do que aqueles que vivem apenas criticar», sublinhou.

Para além do mérito desportivo, ao ser o quinto clube com mais presenças na 1.ª Liga, Carlos Pereira falou ainda do mérito patrimonial e do sonho que tem em construir uma academia com o objetivo de haver mais jovens no plantel.

«Construir uma academia é um sonho. Comigo ou com outro presidente, a construção de uma academia tem que ser uma prioridade para que as equipas do clube possam trabalhar sem a pressão dos media e dos pais. Uma academia irá também melhorar a capacidade de formar mais e melhores atletas para que no futuro representem a equipa principal do Marítimo», revelou.

Também foi abordado as eleições presidenciais do Club Sport Marítimo marcadas para outubro e Carlos Pereira garantiu que só continua caso os sócios assim pretendam porque são eles que decidem o futuro verde-rubro.

«Sempre disse que nunca seria um obstáculo, mas sim uma solução e se os sócios entenderem que há melhores soluções então não precisam de esperar por uma Assembleia Geral. Eu não estou “agarrado” a este cargo e continuarei desde que os sócios e os acionistas assim o entendam. Não venham dizer que as eleições serem em outubro é um problema porque as eleições do Marítimo são quando os sócios quiserem», concluiu.

Para ouvir esta entrevista, feita por Élvio Faria ao Presidente Carlos Pereira, na íntegra visite as plataformas digitais do CS Marítimo.