Vasco Seabra era um homem visivelmente feliz, mas sempre lúcido na análise aos jogos. “Foi muito difícil. O Moreirense é uma equipa muito agressiva e intensa. Na primeira parte, não conseguimos ligar o jogo com a tranquilidade que nos é habitual. Tivemos alguma dificuldade em lidar com a pressão mais alta do Moreirense”, reconheceu o técnico que pretendia “mais saídas com critério e fluidez para encarar a baliza do Moreirense com outra fricção.” Na segunda parte, “tivemos mais momentos de luta, porque o jogo assim obrigava, mas sempre que tivemos a bola, criámos 3 ou 4 oportunidades claras de golo, só com o guarda-redes pela frente”, analisou Seabra, que também recordou o pontapé de Beltrame à barra. “Apenas permitimos uma oportunidade de golo ao adversário”, fruto de uma linha defensiva praticamente intransponível.

Vasco Seabra, desde que chegou à Madeira, compreendeu a tradição que define isto de ser Maritimista. “Queríamos muito ganhar e entregar esta vitória aos nossos adeptos. É histórico ter tanta gente aqui (no continente) a torcer por nós. Isso tem de ser valorizado. Este espírito e este ambiente fazem-nos bem e queríamos muito poder viajar com esta vitória”.

Sobre os objectivos da equipa, agora que o Marítimo amealhou 32 pontos e está em 6º lugar, o discurso do técnico verde-rubro não se altera. “Temos muita vontade de trabalhar. Hoje vamos conseguir viajar, o que não é habitual em dia de jogo. Descansamos amanhã e regressamos ao trabalho na terça-feira com uma energia muito grande. Sabemos que é muito difícil conquistar pontos e só pensamos jogo a jogo. Mantemos esse registo. Só assim conseguiremos atingir coisas melhores”, concluiu o técnico.

Coisas melhores? Que se abra essa porta. Por agora, viaja a equipa e viajam os peregrinos, mister. Felizes, muito felizes por este Marítimo que honra todos os que contribuíram para o nosso lugar cativo “à cabeceira do desporto português”.