A equipa principal do CS Marítimo continua a preparar a nova temporada, que marcará a 44.ª participação do clube na Primeira Liga. O emblema verde-rubro regressa ao principal escalão do futebol nacional como o sexto clube com mais presenças na prova, reforçando o seu estatuto histórico no panorama do futebol português.
Em declarações prestadas no Auditório Luís Calisto, o defesa Paulo Henrique, um dos jogadores mais experientes do plantel, destacou a intensidade do trabalho desenvolvido sob o comando de Mitchell van der Gaag e a forma como a equipa tem vindo a assimilar as ideias implementadas pela nova equipa técnica.
“É uma pré-temporada exigente, o que é normal, porque é para isso que serve uma pré-temporada. Temos tentado assimilar as novas ideias do míster, com o máximo rigor e a máxima exigência, para que possamos evoluir e chegar bem ao início da competição.”
Paulo Henrique fez ainda um balanço positivo do estágio realizado em Lousada, sublinhando a importância desta fase para consolidar processos e fortalecer a ligação entre os elementos do grupo.
“Queremos competir e foi isso que fizemos lá. Treinámos bem e estamos a tentar assimilar o mais rapidamente possível aquilo que o míster nos pede. Os jogos de preparação também servem para isso, para nos conhecermos melhor uns aos outros. Apesar de termos uma base forte da época passada, a ideia é diferente, é um treinador diferente e esta fase está a servir precisamente para isso, sempre com muita exigência e muito rigor.”
Enquanto um dos elementos mais experientes do grupo, o defesa reconhece também a responsabilidade acrescida que acompanha o regresso ao principal escalão do futebol português.
“É uma responsabilidade diferente. Sei que a Primeira Liga é muito competitiva, apesar de a Segunda Liga também o ser, mas o nível de qualidade é superior. Temos de chegar ao primeiro jogo bem preparados para aquilo que vamos encontrar pela frente, que são equipas com qualidade, em que meio erro pode resultar num golo. Temos de estar preparados para isso.”
Sobre a competitividade diária vivida no seio do plantel, Paulo Henrique considera que esse é um dos fatores fundamentais para o crescimento da equipa.
“A competitividade entre nós é muito importante e é isso que vai fazer com que possamos subir de patamar. Assim, chegamos ao fim de semana mais preparados para competir bem com as outras equipas. Tudo começa no treino e depois transfere-se para o jogo.”
Por fim, reforçou a importância de manter elevados níveis de exigência durante esta fase de preparação.
“Queremos competir e queremos ganhar. A exigência tem de ser essa. Mas, obviamente, o mais importante é criar essas dinâmicas e perceber aquilo que o míster realmente pretende. Há, no entanto, uma coisa que é inegociável: a nossa competitividade e o facto de darmos o máximo em cada jogo. Isso é inegociável.”
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