A realizar a melhor época da sua História, o Gil Vicente tem sido um Galo de gala. Nada que assuste um Leão insular que quer rugir bem alto no Minho

O Marítimo prepara a deslocação a Barcelos para o confronto com uma equipa que está a realizar um campeonato notável. Na antevisão ao duelo, Vasco Seabra garante que “estamos preparados” para enfrentar “uma das melhores equipas do campeonato, muito bem treinada”. Numa análise mais minuciosa ao adversário, o técnico verde-rubro diagnostica muitas virtudes. “Uma equipa com dimensão colectiva que procura sempre a posse e muito agressiva no último terço”, ingredientes que justificam esta sequência de invencibilidade do Gil Vicente. “São muitos jogos consecutivos sem perder, o que traz natural confiança, mas nós sentimos que podemos quebrá-la”.


Feita a merecida exaltação ao conjunto orientado por Ricardo Soares, a Seabra só interessa a resposta que o Maior das Ilhas pode e quer dar. “Estamos preparados. Será um jogo em que ambas as equipas vão querer ganhar. Sabemos que temos de estar ao nosso melhor nível para que possamos ser altamente competitivos”, enfatizou o treinador maritimista que não descura “a dimensão-espectáculo”. Em Barcelos, os adeptos Maritimistas voltarão a marcar presença em número significativo. “Acredito que as pessoas vão ficar presas ao jogo e hão-de acompanhá-lo do princípio ao fim.” E não há dúvidas sobre isso: Em Barcelos ou em qualquer outra latitude, os Maritimistas também confiam que o rugido do Leão insular vai sobrepor-se a um Galo que tem cantado de gala.


Sobre o sistema táctico a utilizar, Seabra admitiu querer “que o Ricardo (Soares) fique na dúvida até à hora do jogo. Já jogámos com dois avançados, cujas características acabam por fixar um pouco mais a linha defensiva do adversário.” No entanto, recorda Seabra, este Marítimo apresenta nuances técnico-tácticas que permitem variações. “Temos várias soluções nos jogadores que actuam no meio. São indicações positivas e, independentemente da forma de actuar, queremos dar uma resposta com mais critério”, numa comparação com o que aconteceu frente ao Vitória SC. “Focados naquilo que são os nossos comportamentos e tarefas”, Seabra vaticina um Gil Vicente que obrigará o Marítimo “a estar no limite da nossa capacidade de trabalho para que possamos, para além de dividir o jogo, estar por cima do adversário.”


Os últimos resultados em casa entristecem Seabra. Depois de três vitórias consecutivas no Caldeirão, assim que se estreou ao leme do Marítimo, os mais recentes jogos caseiros não permitiram a felicidade que o Caldeirão merece. “Temos tido um apoio fortíssimo no Caldeirão, a aumentar a cada jogo, mas infelizmente não conseguimos dar-lhes essa alegria”, assume o timoneiro que recordou as “muitas contingências” que condicionaram o caminho para as desejadas vitórias. “Em todos eles, exceptuando a primeira parte frente ao Famalicão, fomos altamente competitivos e tivemos sempre uma dimensão muito grande de vitória. Neste último, apesar do menor discernimento, a equipa conseguiu oportunidades suficientes para vencê-lo.” Sempre muito sóbrio na gestão das emoções, Seabra voltou a sublinhar que a equipa não entrou em euforias após as três vitórias consecutivas no Caldeirão, pelo que agora também não vai cair no desconsolo. “Em casa ou fora, a equipa tem tido um desempenho positivo, com alegria no jogo e disposição para a competição. Mais do que a importância de jogar como anfitrião ou forasteiro na gestão dos resultados, “este é um percurso e sabemos que temos de superar os momentos menos bons com relativa normalidade para voltarmos às vitórias.”

Vamos a eles, rapazes.

Saudai o Marítimo.