Manhã muito especial para duas grandes instituições madeirenses. O Club Sport Marítimo, o ‘Maior das ilhas’ e um dos maiores de Portugal, celebrou um protocolo com a FN Hotelaria, empresa madeirense com 39 anos e líder nacional no seu ramo. A cerimónia visou, para além de estreitar laços entre as instituições, homenagear quem fez do Marítimo, dentro de campo, bandeira de um povo inteiro: as velhas glórias dos “endiabrados campeões das ilhas”.

Com o protocolo assinado hoje, as Velhas Glórias do Marítimo mantêm um camarote no Caldeirão. Até agora, os antigos atletas têm acompanhado os jogos do Marítimo no camarote 201. Rui Fontes – que prometeu, em campanha, “humanizar o Marítimo” – saudou o contributo da FN Hotelaria para a preservação da memória viva “verde-rubra” e adiantou que que será atribuído um camarote mais central destinado às ‘Velhas Glórias by FN Hotelaria’ Tudo pela dignidade e solenidade que estes construtores de epopeias merecem. Sidónio Ferreira, em nome das Velhas Glórias, não escondeu a emoção e agradeceu a atenção do CSM e da FN Hotelaria. “Fomos excepcionais no nosso tempo. Era um amor a uma casa, o nosso clube. É um clube que está dentro dos nossos corações. Valeu a pena.”

João Abel de Freitas, Presidente do Conselho de Administração da FN Hotelaria – sócio número 13 do Club Sport Marítimo e Maritimista desde o berço -, fez-se acompanhar pelo filho Pedro Freitas, CEO da empresa, responsável pela assinatura do protocolo. Numa cerimónia muito emotiva, quatro antigos jogadores verde-rubros, artífices de tantas glórias, marcaram presença: Lomelino, Noémio, Sidónio e Chico. “Para nós, os antigos atletas são o Marítimo. O clube tem sempre a sua parte humana. Um clube é isso. Se não valorizarmos a dimensão humana, não vamos obter os resultados que pretendemos. Os verdadeiros impulsionadores do clube foram os seus atletas. Os dirigentes só têm de conduzir a instituição”, enfatizou Rui Fontes. “Se hoje em dia o Marítimo é aquilo que é, deve a todos vós, os que aqui estão presentes e a tantos outros.”