Quem viveu, não esquece. Quem nasceu mais tarde, ouviu as histórias de uma epopeia. Contra os gauleses, em França, “os Patrícios” fizeram sonhar um povo que quase havia perdido o gosto das façanhas. Chalana, o Chalanix que os gauleses não tinham, liderou a invasão à Gália. Era o Verão de 1984. Tremeu o Império de Platini. Portugal e os Portugueses foram felizes e devem a Fernando Chalana momentos de inestimável prazer. Chalana contribuiu para elevar o Futebol à condição de Arte. O Caldeirão dos Barreiros também foi palco para o virtuosismo daquele pequeno grande génio, um adversário que justificava a existência do Club Sport Marítimo: nascemos para defrontar os melhores. Fernando Chalana foi – e será sempre – um dos melhores.

À Família e a todos os que privaram com Fernando Chalana, as nossas condolências.

Obrigado, Chalana. Descansa em paz.

O Presidente do Club Sport Marítimo

Rui Emanuel Baptista Fontes